2014 (Dois Mil e Quatorze)

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Eu posso dizer com certeza que 2014 foi um ano e tanto. Acho que posso dizer que a minha vida deve ser dividida entre antes e depois de 2014. Não, 2014 não foi o ano que eu virei exagerado, isso foi em 1987.

Mas, sim, 2014 foi esse tipo de ano. Eu me demiti do meu emprego para correr atrás de um “sonho maior” (sonho não é como eu descreveria exatamente atualmente, mas esse é outro assunto). Deixei o conforto da casa dos meus pais, a companhia dos meu amigos incríveis e o clima adorável do meu país (mais uma vez, adorável não é como eu descreveria atualmente) para mudar para os EUA e fazer meu MBA em Georgetown. É, isso aconteceu e já se passaram 6 meses. Muito louco.

Tem sido, como dizer, complicado. Nunca estudei tanto na minha vida. Nunca dormi tão pouco e, acho que posso dizer com segurança, nunca me estressei tanto. Mas também, nunca aprendi tanto, nunca curti tanto (meus amigos de MBA entendem o eufemismo aqui) e fiz tantos amigos incriveis novos que não consigo descrever direito. É, o “sonho” vale totalmente a pena.

O “sonho” me tornou oficialmente um cidadão do mundo. Conheci pessoas que vieram ou conheceram todos os continentes do mundo (bom, ainda estou procurando alguém que tenha conhecido a ensolarada e calorosa Antartica). Nesse momento, estou desejanto Feliz Natal para pessoas em mais de 5 fusos diferentes.

O “sonho” está me forçando a aprender a lidar com Fahrenheit e “pés” e “polegadas” como unidades de medida. Também está me fazendo aprender MUITO sobre outros países e culturas (principalmente em mesas de bar). Entretanto, o “sonho” também me fez aprender que algumas palavras familiares tem sentidos novos:

  • Amigos: os “gringos” vão corrigir suas preposições e rir da sua cara quando você esquecer aquelas palavras idiotas em inglês. Eles vão reler o post em inglês vinte vezes pra procurar erros e colocar nos comentários depois. Eles vão te julgar quando você escolher o mesmo lugar pra jantar duas vezes seguidas (tudo bem, as vezes mais de duas). Mas eles também vão te ouvir quando você tiver as (muitas) mini-crises, e só eles vão entendê-las por completo. Eles também vão fazer de tudo pra você se divertir AO MÁXIMO em sala, SEMPRE. Eles vão até te obrigar a fazer a “ola” várias vezes durante uma aula.
  • Amigos: os “originais” vão gritar com você porque você não responde as mensagens no whatsapp. Eles vão reclamar quando lerem a parte do “curtir” do “sonho”. Eles vão reclamar dos seus posts em inglês no Facebook e, com isso, te obrigar a fazer duas versões deste muito longo post. Mas eles também vão te visitar, ligar ou falar pelo skype, as vezes pra tomar café da manhã com você (domingo de manhã, pessimo horário, mas tudo bem) e as vezes pra conversar durante 1h30 sobre problemas que somente eles conseguem entender. Eles vão julgar os “gringos” mas você sabe que quando eles se conhecerem, vocês todos vão se diverter pra cacete. Ah, sim, você vai sentir muita saudade deles.
  • Família: sua familia no “sonho” é composta pelos chineses donos do mercado perto de casa, pelo Google (que vai te ajudar em coisas mega complexas como cozinhar ou lavar roupa) e pelos donos dos restaurantes que te alimentam (quando o Google falha), e, claro, por parte dos gringos descritos acima.
  • Família: sua familia mesmo vai ser sempre parte do “sonho”. Até mesmo porque você sabe que sem eles (e sem os “originais” que tb fazem parte dela) você não teria perseguido e alcançado o “sonho”. Você vai aprender a ser muito grato a eles por entenderem que as vezes simplesmente não tem tempo pra conversar e isso é OK. E você vai aprender que não importa onde você pare depois do “sonho”, sua casa é sua casa e ela nunca será substituída. E sim, você vai sentir muita saudade deles.

2014 me transformou numa pessoa nova, com certeza. Mas eu ainda sou o mesmo cara sarcástico, as vezes preguiçoso mas sempre INCRÍVEL (e modesto) amigo, filho e irmão que eu sempre fui. Uma coisa que mudou e eu achei que não dava pra mudar: eu amo minha família e meus amigos mais do que antes – ambos significados das palavras. Obrigado 2014. Obrigado, “sonho”. As vezes você é pessimo, mas você também é o máximo.

2014 (Twenty Fourteen)

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I can definitely say 2014 was quite a year. I think it’s safe to say my life should be split between before and after 2014. No, 2014 was not the year I became overdramatic, that happened in 1987.

But yeah, it was that kind of year. I quit my job (voluntarily) to pursue a “bigger dream” (dream is not exactly the word I would describe it today, but I digress). I left the comfort of my parents’ house, the company of my great friends and the lovely weather of my country (again, lovely is not the best word to describe it currently) to move to the US and get my MBA at Georgetown. Yeah, that happened and it’s been 6 months already. That’s just crazy.

It’s been, let’s say, complicated. I’ve never studied that much in my life. I’ve never slept so little and, I think I can say that for sure, I’ve never been so stressed. But also, I’ve never learned so much, I’ve never partied so hard (BSchool students will understand the euphemism here) and I’ve found so many great new friends I can’t even describe properly. Yeah, the “dream” is totally worth it.

The “dream” made me officially a citizen of the world. I’ve met people that came from or visited every single continent (well, I’m still looking for someone that spent some time in sunny and warm Antarctica). Right now, I’m wishing Merry Christmas to people currently in more than 5 different time zones.

The “dream” is forcing me to learn how to handle Fahrenheit and “Feet” and “inches” as measurements. It is also making me learn A LOT about different countries and cultures (especially while we are in bars). However, the “dream” also made me learn that some familiar words have new meanings.

  • Friends: the “gringos” will correct your prepositions and laugh when you forget those simple English words. They’re now rereading this post to find every single error and will post a comment about them later. They will judge you when you choose the same restaurant to have dinner more than once (ok, maybe more than twice). But they will also listen to the (many) mini-meltdowns you will have, and they’ll be the only ones that will fully understand them. They will also make sure you are having THE MOST FUN in class, EVER. They will even make you do “the wave” multiple times during class.
  • Friends: the “originals” will scream at you because you’re not answering their whatsapp messages. They will even get very angry after reading this and realizing the “partying” part of the “dream”. They’ll complain about your Facebook posts in English and, therefore, make you write two versions of this very long post. But they will also come visit, call or skype you, sometimes to have breakfast together (Sunday morning – not a great time of day, but I digress again) and sometimes to actually talk for 1h30 about problems that only them can understand. They will judge the “gringos”, but you’re sure that when they actually meet, you will have a blast together. Oh yeah, you’ll miss them A LOT.
  • Family: your family in the “dream” is composed of the Chinese owner of the supermarket close to home, Google (that’ll help you with very complex things, such as cooking and laundry), the restaurant owners that feed you (when google fails) and, of course, part of the Gringos.
  • Family: your family will always be part of the “dream”. And that’s because you know that without them (and the “originals”), you would NEVER have chased and reached the “dream”. You’ll learn that you HAVE to be grateful every day because they understand that sometimes you just won’t have time to talk, and that’s ok. And you’ll learn that wherever you end up after the dream, home is always home and it will never be replaced. And yes, you’ll miss them a lot.

2014 made me a new person, for sure. But I’m still the same sarcastic, sometimes lazy but always AWESOME (also very modest) friend, son and brother I was before. One thing that changed and I thought it wouldn’t: I love my family and my friends a lot more than before. Both meanings of them, of course. Thank you 2014. Thank you, “dream”. Sometimes you suck, but you also rock.

Next Stop: Washington, D.C.

White HouseTem momentos que a gente simplesmente não consegue acreditar que aconteceram, que só vão ser realmente processados dias, semanas e até meses depois. Um desses momentos aconteceu comigo. Escrever uma coisa dessas ainda não parece real, mas é: eu sou, oficialmente, um futuro aluno de MBA da Georgetown University, em Washington, DC.

Pois é. A partir de agosto desse ano, meu endereço muda por pelo menos 2 anos e Obama vai ser meu vizinho. Muito louco, isso. Vou pensar se chamo Mr President e a família para um jantar no meu futuro apê em DC.

Talvez seja mais difícil de acreditar pq foram meses (muitos) longos e exaustivos, de muita matemática, interpretação de texto e gráficos que levariam a essa noticia. Foram meses de ansiedade, nervosismo, insegurança e algumas decepções antes da curta ligação de uma terça-feira qualquer que mudaria completamente a minha vida.

Nesses meses, os planos mudaram de cidade e até mesmo de continente. Vieram uns pesadelos aqui e acolá, mas pra minha sorte, eu tenho uma família incrível e um grupo de amigos inigualável, que torceram DEMAIS por mim e me ajudaram a manter a peteca no alto.

Agora, peço permissão para ter um momento de discurso brega, pois infelizmente, dessa vez, não posso evitá-lo. Eu tenho consciência de que é, com o perdão do meu francês, uma conquista do caralho. É uma conquista minha, com muito orgulho. Mas eu devo boa parte dela a pessoas que estarão um pouco longe na maior parte desses 2 anos. A todos vocês, minha família (mais uma vez, em perfeito francês) FODA e meus amigos bacaninhas, um obrigado do tamanho do mundo, pois sem vocês eu não estaria planejando meu futuro como chief of staff do presidente dos EUA. Amo muito todos vocês e não vou deixar ngm me esquecer, então desistam dessa ideia.  Até mesmo porque se vc chegou ao final desse texto, sabe que eu sou inesquecível mesmo (e humilde). Aos interessados(eiros), podemos sempre negociar um espaço no tapete do meu studio em D.C. – contatos em breve, preço negociável.

See ya.

O dia que eu cantei em frente a mais de 200 pessoas

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Por onde começar quando seu dia acaba sendo tão surreal que vc termina cantando pra mais de 200 pessoas?

Bom, beeeem do inicio, certo? Hj foi o aniversario da minha Irmãzinha querida e, estando em Orlando, Flórida, ela queria passa-lo em um parque da Disney para ganhar seu respectivo broche de happy birthday e, consequentemente, receber parabéns de todo o parque. Por questões de agenda, calhou de irmos hoje ao Hollywood Studios, parque mais voltado ao cinema, música e Tv da rede.

Neste parque existe uma atracão voltada a simular episódios de um determinado reality show de canto bem popular nos EUA que nao será nomeado aqui e aparece borrado na foto acima por motivos de copyright bastante reforçados a todos pelo parque desde o inicio.

Os visitantes do parque participam de duas formas: 1) como platéia, na qual assistem a diferentes concorrentes nos vários shows do dia junto a um trio de jurados malemolentes e votam nos seus participantes favoritos de cada show através de uma maquina instalada em suas poltronas; ou 2) como concorrentes do pseudo reality – podendo receber, ao final do dia, um ticket para participar do programa X de verdade, pulando algumas etapas do processo.

Explicado o processo, vamos aos fatos: já que estávamos ali sem nada a perder, resolvemos eu, minha irmã, duas primas e uma madrinha fazer uma “audition” como cantores, just for fun. Well, it turned out a bit more than that.

O primeiro passo eh uma audition em frente a uma “produtor” do programa, no qual vc pode cantar qq música que queira. Entramos todos e, veja só, a moça bondosa passou a mim e a uma de nossas primas a diante. Minha prima, sem saber que eu tinha passado, resolveu desistir pois nao queria seguir sozinha. Fui eu sozinho, então. ( mais ou menos pois minha irma resolveu ficar para apoio moral).

Segundo step: outra audition com um produtor, dessa vez com uma backing track e letras em uma tela – sendo que vc precisa escolher duas musicas para cantar de uma lista. Para minha sorte a música que cantei na primeira fase tinha acabado de ser liberada – 3 dias atras – e poderia usa-lá novamente.

Entrei, o produtor foi mt simpático, mencionou que tinha conhecido outro brasileiro naquele mesmo dia em outra audition, e me fez cantar minha música novamente. Assim o fiz e ele começou a me dar “toques” ensinando a melhorar a música. A coisa começou a ficar preocupante, tudo estava mt serio. Repeti a música. Ele então me disse que tinha um recado para passar de uma pessoa. Eis que surge na tela da tv atras dele a imagem do host oficial do programa em questão, falando mil coisas sobre as chances que as pessoas recebem do programa e td mais. Me preparei psicologicamente para receber o nao, até mesmo pá aquilo td era para ser uma brincadeira – e fui surpreendido mais uma vez por um sim, com um aviso de que cantaria a mesma música no show das 17h – o ultimo do dia antes do que eles chamavam de finale ( com os melhores de cada show, cinco no total por dia).

Aí foi freak out mode on o resto da tarde. Andei pelo parque com um número enorme sinalizando minha participação no brinquedo, além de crachá e bottom fazendo o mesmo. Chegou a hora marcada, voltei ao estúdio e lá fui encaminhado para fazer maquiagem, ajustes de cabelo e ate mesmo para um vocal coach que ajudou durante 10 minutos a fazer ajustes na “performance”. Depois partimos para um ensaio já no palco para, em seguida, cantar em frente a platéia.

A partir dai foi td mt bizarro. O palco era ENORME e IGUAL ao do programa. O host tinha o mesmo tom e fez entrevistas com tds nos ao vivo – eramos 3 no total do meu modulo. Os três jurados tinham o mesmo perfil do painel original. E nos tínhamos quer cantar ali, para mais de 200 pessoas. E isso pq o estúdio nao estava lotado nem pela metade.

Foi tudo MUITO legal e MUITO bizarro, principalmente para quem nunca tinha entrado em um palco. Cantei, mais uma vez, “use somebody”, do Kings of Leon. Tive direito a choro da mãe e da madrinha na platéia e a uma jurada me chamando de hobbit com um pseudo moicano, mas no final estava bem feliz. Nao ganhei meu modulo – quem o fez foi uma americana MT legal e com um vozeirão. Voltei para o finale para assisti-la, mas quem ganhou tudo foi o tal brasileiro que o produtor tinha me falado bem mais cedo, e que tinha uma PUTA voz.

A experiência foi MT bizarra, mas mt legal. Temos provas, porém nao serão divulgadas na rede por motivos legais, mas mostraremos aos poucos a tds. Quero de novo, ganhando dessa vez. Alguém consegue pra mim, por favor? 🙂

Santiago – Eating.

Um dos maiores prazeres – senão o maior – que descobrimos em Santiago foi saciar o pecado da gula. Entre uma empanada e outra – seja ela uma empada, um pastel ou um salgado de massa folhada – comemos muito bem. Claro que isso não teria acontecido sem as melhores indicações da vida. Vamos aos fatos!!!

– Patio BellaVista – um conglomerado de bares/restaurantes que fica no bairro de BellaVista, na Calle Constitucion. É nessa redondeza que fica o famoso Como Água para Chocolate – que nós acabamos nao indo. Lá, entretanto, fomos no Pub Dublin (onde se deve manter apenas a sequencia de Chopps – os drinks não são muito bons) e no cafe Cienfuegos – que tem umas tortas e cheesecakes maravilhosos. Perfeito pra um chocolate quente no meio da tarde. Nessa mesma rua fomos também no restaurante Galindo, onde comemos MUITO. Os pratos são MUITO bem servidos. comemos uma parrillada só para três, depois de um prato de frios de entrada que não conseguiu ser finalizado, de tanta comida. Além disso, fomos no bar/lounge Constitucion, um ligar que tem uma porta de deposito, sem nenhum letreiro ou numero sinalizando sua entrada. Tem um ambiente legalzinho, que depois de certa hora tem suas mesas retiradas e se transforma em uma pista de dança. Na noite que fomos o DJ não batia muito bem, mas mesmo assim o ambiente é bacaninha. Ao sair deste conglomerado boemio a noite, cuidado com os taxistas que ficam parados nas esquinas. Você pode entrar no carro e dar de cara com uma marola inconfundivel e correr sérios riscos de vida no caminho de casa. Just saying.

Eu e Mrs Bastos no Cafe Cienfuegos, Patio BellaVista

– Liguria – um restaurante com decoração totalmente alternativa, com posters espalhados por todas as paredes e guardanapos quadriculados – que me lembrou muito o Esquisito, de São Paulo. O cardápio parece um livro de cordel e eles tem uns petiscos (como o parmesao com oregano) deliciosos, além de uma carta de vinhos excelente – e barata.

Clo autista no Liguria

– Mercado Central – Uma peixaria tamanho familia, fedorenta, com uns tres restaurantes no meio. Depois de encontrar um individuo de Vila Valqueire trabalhando em um dos restaurantes, resolvemos comer em outro, o Donde Augusto. A comida – a especialidade é, obvio, peixes e frutos do mar, mas tem opções de carne e frango tb – é boazinha, mas o serviço é bem fraco. Além disso, uma dupla de musicos locais formada por um cego e um menino muito do maldito – pois deixou o pobre cego cantar virado para uma parede o tempo todo – ficou tocando o almoço inteiro aquela musica que realmente só os locais gostam.

Já que o Mercado é uma bosta, vamos tirar uma foto com as montanhas no fundo pra salvar a paisagem.

Zanzibar – o restaurante, localizado em outro complexo gastronomico/boemio, em Vitacura, é LONGE PACAS. Mas vale todo o esforço. Com uma decoração incrivel, super confortável, serviço de primeira e comida MARAVILHOSA, o restaurante vale cada um dos seus muitos centavos da conta. O Cardapio é formado de comidas do mundo – e é do mundo MESMO, tem pra todos os gostos, francesa, chilena, tailandesa, etc. E tem uma sobremesa que é um combo de chocolates que é uma tristeza.

Zanzibar

– Bar Nacional – restaurante muito tradicional, bem no centro de Santiago. É bem bem simples, mas a comida é muuuito boa e tem uma carta de vinhos baratinha tb. Vale para comer um bife com batata frita muito bem servido. Para almoçar, é bom chegar por volta de 12h porque depois enche bem.

Restobar KY – Este restaurante de nome muito peculiar leva sua propria piada mais a sério ainda pois fica localizado na Av Perú e nos fundos de uma casa, completamente escondido: como o bar Constitucion, não possui placas, numeros ou letreiros indicando sua entrada. Precisamos ser direcionados a ele por um guardador do estacionamento ao lado. Entretanto, quando entramos, passamos para praticamente outro mundo. Vários comodos diferentes, para reuniões mais reservadas, com uma decoração que lembrava muito ao mundo de Alice – espelhos, sofás enormes, e muitas coisas extremamente psicodélicas – very cool. A comida, mais uma vez, era maravilhosa – das entradas até a sobremesa -, mas os vinhos eram extremamente caros. uma saida boa é a Piña Colada, deliciosa e servida em praticamente um balde. A conta é bem salgada, mas vale a pena também.

Restaurante Kaleuche (Isla Negra) – Este fomos no passeio a Isla Negra, pois a opção de restaurante que a agência nos levaria estava fechada. Melhor assim. o restaurante tem uma vista linda, de cara pra praia, uma fachada muito bonita e um ambiente gostoso, comida boa e simples e, para quem gosta, aparentemente um pysco sour muito bom (not my thing).

Eu e Mrs Spiegel no Restaurante Kaleuche

Próximo e último post – turistando fora de santiago!

Santiago.

Um Cerro Muito Alto - Santiago

O Blog andou meio parado por motivos nobres – leia-se, férias.

Para resumir o que passou-se nesse momento, virão três posts separados, sendo este o primeiro deles. Passei 9 dias na capital do Chile, Santiago, com duas companhias passáveis e, mesmo assim, gostei mt da experiência. (just kiddin, meninas). Santiago é uma cidade bem bacana, mas é sempre bom quando as indicações de lugares a visitar são boas também. É sempre bom alguém ir na sua frente de cobaia pra que depois você só aproveite as coisas boas =D.

A impressão que ficamos é que os chilenos, de um modo geral, são extremamente agradáveis e educados, o que tb ajudou para melhorar a imagem da cidade. Comemos extremamente bem (detalhes em outro post sobre isso), fizemos alguns passeios bacanas e outros nem tanto (outro post). O custo de tudo na cidade é mt parecido com o que pagamos no RJ ou em SP, com o agravante das notas todas terem 3 zeros a mais. Pelo menos conseguimos achar vinhos baratos e bons. Mas falemos, agora, sobre Santiago. O tempo que ficamos foi suficiente para fazermos tudo que queriamos, com calma e nos dando ao luxo de não fazer absolutamente nada em alguns momentos.

Ficamos no Apart-Hotel Vegas, que fica bem proximo do centro, porem não o suficiente para atrapalhar nosso precioso sono (isso ficou a cargo de uma enorme obra ao lado da nossa janela). O apartamento era bem confortavel – o hotel não oferecia café, mas tinhamos uma estrutura de cozinha no quarto. No primeiro dia saimos para desvendar o centro da cidade, bem proximo do nosso hotel, e de cara já encontramos alguns pontos turisticos – A Casa da Moeda – que tinha uma exposição sobre brinquedos naquele momento -, a Praça das Armas, a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional.

Não entramos na exposição da Casa da Moeda, mas a bandeira Chilena gigantesca localizada na parte de trás da construção, no meio de uma das principais avenidas da cidade, é impressionante e consegue ser vista de vários locais da cidade.

A Praça das Armas estava entupida de gente e de barracas. Ou seja, não deu pra ver muita coisa dela. Aproveitamos para comprar o ingresso do dia seguinte para o City Tour com o onibus vermelho a la londres – vendido por um pobre coitado que era obrigado a andar com uma placa enorme presa as costas com “Turistik” gritando acima de todas as 3892 cabeças da praça.

A catedral é realmente muito bonita. Ficamos pouco tempo dentro dela, mas foi o suficiente para encontrarmos um casal de brasileiros típico, tirando foto com sua máquina poderosa, de flash ligado. Mrs Carolinne aplicou a gentileza que lhe é peculiar e deu um toque nos individuos, avisando que só poderiamos tirar foto sem flash, e teve como resposta um doce “ah, agora já foi”. Antes que o sangue militar de Sra Sipegel aflorasse mais um pouco, saimos do recinto em direçao ao museu, localizado na mesma praça.

No museu encontrava-se uma exposiçao de comemoraçao de algum aniversario do próprio museu, com alguns itens bacanas, tipo os oculos de Allende, achados depois dos atendados a casa da moeda em 11 de setembro (medo dessa data). Fomos, também, no Mercado Central – que não passa de várias barracas de peixes e frutos do mar amontoados com alguns restaurantes no meio.

Nos dias que passaram fomos a alguns Cerros que dão uma vista bem bonita da cidade. Em um deles sofremos uma invasão de praticamente uma cidade inteira de japoneses, que chegaram sutilmente arrotando e, com isso, nos expulsando. Fomos também ao Parque Arauco, um mega shopping com lojas de departamento, vários restaurantes e até mesmo um conjunto de prédios focado em decoração. Não nos ocupamos muito ali.

Além disso, fizemos alguns passeios mais “locais”, como a visita ao Zoo da cidade e a um parque de diversões. Este último fomos para tentar promover um reencontro entre Mrs Spiegel, Mrs Machado e Conga a mulher-gorila. Aparentemente o parque é uma atração muito popular entre os locais, pois pegamos filas imensas nos brinquedos, inclusive na Monga, prima de Conga. O reencontro, entretanto, foi muito frustrante, pois, aparentemente, a Conga brasileira consegue ser mais tosca do que a que vimos e, pelo que entendi, isso é uma coisa boa. Oo. Fora isso, o parque foi um passeio diferente e bem bacana, onde quase não encontramos brasileiros e conseguimos reviver nosso espirito infantil adormecido, com direito a bate-bate, montanhas russas e pseudo-“kabuns” da Terra Encantada.

Na cidade fomos também a dois outros museus, o de Bellas Artes e o de Arte Contemporânea, além de uma das casas do escritor Pablo Neruda. O museu de BellasArtes era bem pequeno, porém com alguns quadros e estatuas interessantes. Vimos uma exposição do quase primo Degas e suas bailarinas bem bacana, e uma instalação sobre galileu que envolvia varios globos rodando em cima de vitrolas que simbolizava alguma coisa extremamente profunda. Ficamos elocubrando neste espaço especifico por alguns segundos, mas mesmo assim, minha inteligencia não alcançou, mais uma vez, a arte Contemporânea.

Partimos entao para o Museu de Arte Contemporânea, que foi onde a coisa realmente ficou complicada. Vou mostrar apenas um exemplo, abaixo, do que encontramos. A conclusão que eu e Mrs Spiegel chegamos é que se trata de um senhor parindo uma garrafa em celebração de sua cirurgia de mudança de sexo performada pelo oposto da fada azul, que não possui um dente. Entendemos o buraco no meio da tela como sendo o “vazio” em que o homem sentia por estar preso ao corpo errado, que, agora, se dissipava. Com certeza existe alguma explicação bem mais plausível que essa, só que nós preferimos não saber.

Algo que eu nunca vou entender.

A Casa de Neruda localizada em Santiago (ainda possuem duas outras, uma em Isla Negra e outra em Valparaiso, que falarei em outro post) é bem bacaninha, Nas casa dele você sempre entra acompanhado de um guia turistico ou de um aparelho daqueles que explicam tudo que você vê, o que torna a visita sempre mais interessante. A conclusão geral é que Neruda guardava tudo que encontrava pela frente, mas, mesmo assim, conseguiu montar algumas casas bonitas. Esta, nesse caso, foi construida para manter sua amante que viria a se tornar sua ultima esposa, Matilde.

Casa de Neruda - Santiago

Próximos Posts – Passeios fora de Santiago e Onde Comer!