Things I Will Do.

Johhny. Or Shelly. Or Chan.

Johhny. Or Shelly. Or Chan.

Sabe aqueles livros 1000 paises pra se conhecer, 1000 vinhos para se tomar, 1000 filmes para assistir, 1000 livros para ler………….. antes de morrer? Pois é, antes de morrer eu vou ler pelo menos metade de um deles. Além disso, pretendo:

– Clichê-mor: escrever um livro. Publicar são outros quinhentos, mas escrever pelo menos já seria uma vitória, mesmo que seja só pra mim. Nome: “Não compre este livro”, só pra contrariar qualquer regra de marketing.

– Pular de asa-delta. Na Nova Zelândia. No mesmo dia que eu fizer bungee jumping (senão eu desisto).

– Ganhar 50 milhões na loteria e comprar um helicóptero só pra dizer que posso. E batizá-lo de “Bicicleta”. Pra poder ser muito humilde e ir trabalhar de bicicleta.

– Multiplicar os 50 milhões até 50 bilhões e mudar a rota de trabalho no radar do Bicicleta: From My House @ Hamptons to My Office @ Manhattan.

– Ter, no meu escritório em Manhattan, um simulador de mini-golfe pra poder ocupar os meus dias enquanto Donald Trump me serve café e Eike Batista atende meus telefonemas na recepção. Thor vai ser meu motorista. Se bem que… melhor não.

– Ter um furão pra chamar de João Carlos. Ou Sheldon Cooper. Ou Chandler Bing. Ou uma coleção de furões? Hm.

– Ir a Vegas. E voltar com o fígado inteiro, a roupa do corpo e dinheiro pro taxi do aeroporto pra casa. E já tá bom, né? Se bem que quando eu ganhar os 50 bilhões eu construo minha própria filial de Vegas. Em uma das minhas ilhas no Caribe.

– Ver Psicose, de Hitchcock. Tentar tomar banho em um chuveiro de cortina depois.

– Ir um mês inteiro, todos os dias, na academia (acho que chego nos 50 bilhões antes).

– Saber falar 6 linguas. 3 completas, 1 em andamento, faltam 2. Chinês? Nah, não sei desenhar. Alemão? Nah, uso minha tradutora pra isso (Oi, Sabrina!). Italiano? Hm, acho que paro na quarta mesmo.

– Terminar de ler O Senhor dos Anéis. Ou pelo menos passar do prólogo. Toda vez que me lembro das descrições sobre os pelos dos pés dos Hobbits no primeiro capítulo eu desisto. Ora veja, desisti de novo.

Things I Miss.

Enquanto sentia falta de escrever aqui, a unica coisa que me vinha a mente era fazer uma lista de coisas que sinto falta.

– Sinto falta de uma conversa de bar inflamada sobre um assunto extremamente aleatório, como “como gastar o dinheiro que eu ganharia na mega sena”.

– Sinto falta de brincar de mimica. Nunca entendi como as pessoas conseguem ver uma mimica de moto e chutar poluição, mas é sempre divertido DEMAIS.

– Sinto falta de chorar de rir. Já faz tempo até demais.

– Sinto falta de alguns amigos. Até mesmo porque, amigos, são só alguns mesmo – já dizia minha mãe. Mas esses, mesmo vendo mais de uma vez por semana a gente ainda assim sente falta.

– Sinto falta da escola. Até mesmo da física e seu vácuo que eu sempre suspeitei não existir (mais um assunto de conversas inflamadas de bar).

– Sinto falta da faculdade. Dos intervalos, das aulas sobre o “nada” e de interpretações de quadros que nunca fizeram e nunca farão sentido.

– Sinto falta de férias 3 meses ao ano. Disso eu sinto falta a beça.

– Sinto falta de ir ao teatro, alguém me leva?

– Sinto falta de viajar sem planejar. Ligar pra alguns amigos, falar “Vamos?” e simplesmente ir. Essas são sempre as melhores.

– Sinto falta de uma boa festa. Daquelas que a gente precisa repassar em grupo passo a passo no dia seguinte. Essas são as que a gente lembra nas conversas inflamadas de bar, todas as vezes.

– Sinto falta de quando os problemas do dia-a-dia eram “putz, tem aula de fisica agora depois do recreio” ou “putz essa semana tem prova e eu não estudei nada”.

– Sinto falta de jogar vôlei na rua, na casa dos meus avós, com todos os 30 amigos que viajavam comigo sempre. De ter que levantar a rede (e reclamar) toda vez que passava um maldito carro, na rua feita pra ele e não pra se jogar vôlei.

– Sinto falta de ver um bom filme de terror trash. Daqueles que você vê o boneco perdendo a cabeça ou um duende de fantoche coloca fogo numa casa.

Sinto falta de coisa a beça e me incomodo com coisa a beça que o hoje me traz. Mas tenho certeza que em 10 anos vou sentir falta de todas elas.

Feliz Hoje!

O Natal já é uma data comercial tão estabelecida que as vezes a gente esquece que nem todo mundo passa da mesma forma.

Tem gente que nem tem um “Natal” propriamente dito. O titulo do post vem de uma variação do que foi dito pelo estagiário da firma, pseudo-muçulmano, ao ser contemplado por lembranças, abraços e desejos de um feliz natal no ultimo dia de trabalho de 2011 – “Eu não comemoro natal, mas, tudo bem, Feliz Amanhã pra você tb!”.

Você poderia também ser um “poser” que adora dizer que o mundo capitalista transformou o dia 25 de dezembro em mais um motivo pra comprar presentes apesar de Cristo, segundo relatos, ter nascido em março. Se caisse no meio da semana, você, “poser”, estaria que nem pinto no lixo porque provavelmente não iria trabalhar.

Para aqueles que comemoram, hj é dia de:

–       cozinha zoneada o dia inteiro e cozinheiras muito ranzinzas.

–       Juntar a familia inteira a noite, e, quem sabe, alguns amigos.

–       Passar pelo clássico amigo-oculto, secreto, ou qq q seja a variação do seu estado.

–       Comer a mesma coisa todo ano e achar, todo ano, que se justificam as calorias.

–    Comer comidas não-tipicas do nosso país, pq papai noel só gosta de cozinha internacional.

–       Falar mal do especial do Roberto Carlos (não esse ano)

–       Falar mal do especial da Xuxa (tem esse ano?)

–    Ouvir a Simone cantando aquela maldita música. Reclamar e cantarolar a letra mentalmente pra não ser julgado.

–       Ouvir as mesmas histórias de família, todos os anos.

–      Fazer contagem regressiva a meia-noite, apesar de em outros lugares do mundo esse horário já ter chego há muito muito tempo.

–        Vestir seu cachorro com uma roupa vermelha.

–        Alguém passar MUITO calor vestido de papai noel.

–       Ganhar alguma roupa de presente que não vai caber em você. Ou ganhar uma meia.

–    Lembrar que vai ter que trocar a porcaria da roupa em um shopping com mais 50.835.679 pessoas.

 Se você se identifica com algum dos itens acima, Feliz Natal pra você, e boa sorte pra passar por eles intacto. Se você não se identifica, Feliz Hoje pra você, de qualquer forma.

Pequenas coisas.

É impressionante como as pequenas coisas ganham uma importância enorme na vida da gente.

Tanto para bem, quanto para mal, claro. Porque às vezes uma mensagem ou um e-mail de um amigo, de graça – pode ser curtinho mesmo, só te lembrando que ele existe – pode salvar seu dia. Em compensação, se bobear, um maldito pedaço de grama no lugar errado consegue acabar com esse mesmo dia em 2 segundos. Descobrir que você ganhou o direito de imprimir colorido no trabalho pode te levar ao céu. Em compensação, pode te lembrar que, pra ficar feliz com isso, sua vida social com certeza é nula.

Às vezes, o verso de uma música pode te levar pra outro lugar. Tem dias que você só precisa que te lembrem que, em algum momento, os dias de cão vão passar ou que você tem todo direito de estar errado.

Tem horas que tudo que a gente precisa é de companhia. Seja pra tomar coragem de terminar aquele e-mail insuportável que você está escrevendo há 3 horas e meia, ou então pra te dar aquele empurrãozinho mais do que necessário pra perder a massa do almoço na academia.

Claro que as pequenas coisas insuportáveis são sempre as piores. O arranhão no óculos que fica na sua frente O DIA TODO. Sair pro banheiro, voltar pra sua baia e encontrar aquela pessoa insuportável na sua cadeira, fazendo uma reunião “rapidinha”, que vai durar, acredite, no mínimo 40 minutos. Cheiro de tangerina no andar (ps: essa é pra identificação alheia, porque a tangerina é sempre minha).

Falando em pequenas coisas, será que é muito grave lembrar que você não fez seguro saúde faltando uma semana pra viajar pro exterior? Shit. Essa culpa vai pra conta das companheiras de viagem. Ah, quem precisa de seguro saúde quando se tem vinho no seu destino?

Primeiros.

Primeiros são sempre uma merda.

Não importa do que você esteja falando, o primeiro disso sempre foi uma bela bosta. O primeiro post de um blog sobre nada ( o/ ), a primeira semana de aula, o primeiro dia em um emprego novo, a primeira semana em uma viagem feita sozinho (#autistafeelings). A primeira semana da viagem do melhor amigo. A primeira semana da viagem da(o) namorada(o).

O primeiro filme sobre seu livro favorito. A primeira noite com seu cachorro novo em casa. A primeira noite com seu irmão novo em casa. O primeiro arroz que você cozinhou. O primeiro arroz que sua(seu) namorada(o) cozinhou pra você (mesmo que esse você tenha dito que foi ÓTIMO).

O único primeiro que é realmente bom é o primeiro lugar em qualquer coisa que você ganhe. Mas mesmo assim, esse é uma bosta pra todas as pessoas que perderam pra você. E, dependendo da personalidade e do instinto assassino delas, isso pode se tornar uma bosta pra você também.

Mais algum primeiro que seja uma bosta que foi esquecido? Ah, não, mente suja. Só se essa primeira foi uma bosta pra você. Me inclua fora dessa.

E que venham muitos ainda. 😉