Santiago.

Um Cerro Muito Alto - Santiago

O Blog andou meio parado por motivos nobres – leia-se, férias.

Para resumir o que passou-se nesse momento, virão três posts separados, sendo este o primeiro deles. Passei 9 dias na capital do Chile, Santiago, com duas companhias passáveis e, mesmo assim, gostei mt da experiência. (just kiddin, meninas). Santiago é uma cidade bem bacana, mas é sempre bom quando as indicações de lugares a visitar são boas também. É sempre bom alguém ir na sua frente de cobaia pra que depois você só aproveite as coisas boas =D.

A impressão que ficamos é que os chilenos, de um modo geral, são extremamente agradáveis e educados, o que tb ajudou para melhorar a imagem da cidade. Comemos extremamente bem (detalhes em outro post sobre isso), fizemos alguns passeios bacanas e outros nem tanto (outro post). O custo de tudo na cidade é mt parecido com o que pagamos no RJ ou em SP, com o agravante das notas todas terem 3 zeros a mais. Pelo menos conseguimos achar vinhos baratos e bons. Mas falemos, agora, sobre Santiago. O tempo que ficamos foi suficiente para fazermos tudo que queriamos, com calma e nos dando ao luxo de não fazer absolutamente nada em alguns momentos.

Ficamos no Apart-Hotel Vegas, que fica bem proximo do centro, porem não o suficiente para atrapalhar nosso precioso sono (isso ficou a cargo de uma enorme obra ao lado da nossa janela). O apartamento era bem confortavel – o hotel não oferecia café, mas tinhamos uma estrutura de cozinha no quarto. No primeiro dia saimos para desvendar o centro da cidade, bem proximo do nosso hotel, e de cara já encontramos alguns pontos turisticos – A Casa da Moeda – que tinha uma exposição sobre brinquedos naquele momento -, a Praça das Armas, a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional.

Não entramos na exposição da Casa da Moeda, mas a bandeira Chilena gigantesca localizada na parte de trás da construção, no meio de uma das principais avenidas da cidade, é impressionante e consegue ser vista de vários locais da cidade.

A Praça das Armas estava entupida de gente e de barracas. Ou seja, não deu pra ver muita coisa dela. Aproveitamos para comprar o ingresso do dia seguinte para o City Tour com o onibus vermelho a la londres – vendido por um pobre coitado que era obrigado a andar com uma placa enorme presa as costas com “Turistik” gritando acima de todas as 3892 cabeças da praça.

A catedral é realmente muito bonita. Ficamos pouco tempo dentro dela, mas foi o suficiente para encontrarmos um casal de brasileiros típico, tirando foto com sua máquina poderosa, de flash ligado. Mrs Carolinne aplicou a gentileza que lhe é peculiar e deu um toque nos individuos, avisando que só poderiamos tirar foto sem flash, e teve como resposta um doce “ah, agora já foi”. Antes que o sangue militar de Sra Sipegel aflorasse mais um pouco, saimos do recinto em direçao ao museu, localizado na mesma praça.

No museu encontrava-se uma exposiçao de comemoraçao de algum aniversario do próprio museu, com alguns itens bacanas, tipo os oculos de Allende, achados depois dos atendados a casa da moeda em 11 de setembro (medo dessa data). Fomos, também, no Mercado Central – que não passa de várias barracas de peixes e frutos do mar amontoados com alguns restaurantes no meio.

Nos dias que passaram fomos a alguns Cerros que dão uma vista bem bonita da cidade. Em um deles sofremos uma invasão de praticamente uma cidade inteira de japoneses, que chegaram sutilmente arrotando e, com isso, nos expulsando. Fomos também ao Parque Arauco, um mega shopping com lojas de departamento, vários restaurantes e até mesmo um conjunto de prédios focado em decoração. Não nos ocupamos muito ali.

Além disso, fizemos alguns passeios mais “locais”, como a visita ao Zoo da cidade e a um parque de diversões. Este último fomos para tentar promover um reencontro entre Mrs Spiegel, Mrs Machado e Conga a mulher-gorila. Aparentemente o parque é uma atração muito popular entre os locais, pois pegamos filas imensas nos brinquedos, inclusive na Monga, prima de Conga. O reencontro, entretanto, foi muito frustrante, pois, aparentemente, a Conga brasileira consegue ser mais tosca do que a que vimos e, pelo que entendi, isso é uma coisa boa. Oo. Fora isso, o parque foi um passeio diferente e bem bacana, onde quase não encontramos brasileiros e conseguimos reviver nosso espirito infantil adormecido, com direito a bate-bate, montanhas russas e pseudo-“kabuns” da Terra Encantada.

Na cidade fomos também a dois outros museus, o de Bellas Artes e o de Arte Contemporânea, além de uma das casas do escritor Pablo Neruda. O museu de BellasArtes era bem pequeno, porém com alguns quadros e estatuas interessantes. Vimos uma exposição do quase primo Degas e suas bailarinas bem bacana, e uma instalação sobre galileu que envolvia varios globos rodando em cima de vitrolas que simbolizava alguma coisa extremamente profunda. Ficamos elocubrando neste espaço especifico por alguns segundos, mas mesmo assim, minha inteligencia não alcançou, mais uma vez, a arte Contemporânea.

Partimos entao para o Museu de Arte Contemporânea, que foi onde a coisa realmente ficou complicada. Vou mostrar apenas um exemplo, abaixo, do que encontramos. A conclusão que eu e Mrs Spiegel chegamos é que se trata de um senhor parindo uma garrafa em celebração de sua cirurgia de mudança de sexo performada pelo oposto da fada azul, que não possui um dente. Entendemos o buraco no meio da tela como sendo o “vazio” em que o homem sentia por estar preso ao corpo errado, que, agora, se dissipava. Com certeza existe alguma explicação bem mais plausível que essa, só que nós preferimos não saber.

Algo que eu nunca vou entender.

A Casa de Neruda localizada em Santiago (ainda possuem duas outras, uma em Isla Negra e outra em Valparaiso, que falarei em outro post) é bem bacaninha, Nas casa dele você sempre entra acompanhado de um guia turistico ou de um aparelho daqueles que explicam tudo que você vê, o que torna a visita sempre mais interessante. A conclusão geral é que Neruda guardava tudo que encontrava pela frente, mas, mesmo assim, conseguiu montar algumas casas bonitas. Esta, nesse caso, foi construida para manter sua amante que viria a se tornar sua ultima esposa, Matilde.

Casa de Neruda - Santiago

Próximos Posts – Passeios fora de Santiago e Onde Comer!

Anúncios

4 respostas em “Santiago.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s