2014 (Dois Mil e Quatorze)

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Eu posso dizer com certeza que 2014 foi um ano e tanto. Acho que posso dizer que a minha vida deve ser dividida entre antes e depois de 2014. Não, 2014 não foi o ano que eu virei exagerado, isso foi em 1987.

Mas, sim, 2014 foi esse tipo de ano. Eu me demiti do meu emprego para correr atrás de um “sonho maior” (sonho não é como eu descreveria exatamente atualmente, mas esse é outro assunto). Deixei o conforto da casa dos meus pais, a companhia dos meu amigos incríveis e o clima adorável do meu país (mais uma vez, adorável não é como eu descreveria atualmente) para mudar para os EUA e fazer meu MBA em Georgetown. É, isso aconteceu e já se passaram 6 meses. Muito louco.

Tem sido, como dizer, complicado. Nunca estudei tanto na minha vida. Nunca dormi tão pouco e, acho que posso dizer com segurança, nunca me estressei tanto. Mas também, nunca aprendi tanto, nunca curti tanto (meus amigos de MBA entendem o eufemismo aqui) e fiz tantos amigos incriveis novos que não consigo descrever direito. É, o “sonho” vale totalmente a pena.

O “sonho” me tornou oficialmente um cidadão do mundo. Conheci pessoas que vieram ou conheceram todos os continentes do mundo (bom, ainda estou procurando alguém que tenha conhecido a ensolarada e calorosa Antartica). Nesse momento, estou desejanto Feliz Natal para pessoas em mais de 5 fusos diferentes.

O “sonho” está me forçando a aprender a lidar com Fahrenheit e “pés” e “polegadas” como unidades de medida. Também está me fazendo aprender MUITO sobre outros países e culturas (principalmente em mesas de bar). Entretanto, o “sonho” também me fez aprender que algumas palavras familiares tem sentidos novos:

  • Amigos: os “gringos” vão corrigir suas preposições e rir da sua cara quando você esquecer aquelas palavras idiotas em inglês. Eles vão reler o post em inglês vinte vezes pra procurar erros e colocar nos comentários depois. Eles vão te julgar quando você escolher o mesmo lugar pra jantar duas vezes seguidas (tudo bem, as vezes mais de duas). Mas eles também vão te ouvir quando você tiver as (muitas) mini-crises, e só eles vão entendê-las por completo. Eles também vão fazer de tudo pra você se divertir AO MÁXIMO em sala, SEMPRE. Eles vão até te obrigar a fazer a “ola” várias vezes durante uma aula.
  • Amigos: os “originais” vão gritar com você porque você não responde as mensagens no whatsapp. Eles vão reclamar quando lerem a parte do “curtir” do “sonho”. Eles vão reclamar dos seus posts em inglês no Facebook e, com isso, te obrigar a fazer duas versões deste muito longo post. Mas eles também vão te visitar, ligar ou falar pelo skype, as vezes pra tomar café da manhã com você (domingo de manhã, pessimo horário, mas tudo bem) e as vezes pra conversar durante 1h30 sobre problemas que somente eles conseguem entender. Eles vão julgar os “gringos” mas você sabe que quando eles se conhecerem, vocês todos vão se diverter pra cacete. Ah, sim, você vai sentir muita saudade deles.
  • Família: sua familia no “sonho” é composta pelos chineses donos do mercado perto de casa, pelo Google (que vai te ajudar em coisas mega complexas como cozinhar ou lavar roupa) e pelos donos dos restaurantes que te alimentam (quando o Google falha), e, claro, por parte dos gringos descritos acima.
  • Família: sua familia mesmo vai ser sempre parte do “sonho”. Até mesmo porque você sabe que sem eles (e sem os “originais” que tb fazem parte dela) você não teria perseguido e alcançado o “sonho”. Você vai aprender a ser muito grato a eles por entenderem que as vezes simplesmente não tem tempo pra conversar e isso é OK. E você vai aprender que não importa onde você pare depois do “sonho”, sua casa é sua casa e ela nunca será substituída. E sim, você vai sentir muita saudade deles.

2014 me transformou numa pessoa nova, com certeza. Mas eu ainda sou o mesmo cara sarcástico, as vezes preguiçoso mas sempre INCRÍVEL (e modesto) amigo, filho e irmão que eu sempre fui. Uma coisa que mudou e eu achei que não dava pra mudar: eu amo minha família e meus amigos mais do que antes – ambos significados das palavras. Obrigado 2014. Obrigado, “sonho”. As vezes você é pessimo, mas você também é o máximo.

2014 (Twenty Fourteen)

churras aeroporto masquerade

I can definitely say 2014 was quite a year. I think it’s safe to say my life should be split between before and after 2014. No, 2014 was not the year I became overdramatic, that happened in 1987.

But yeah, it was that kind of year. I quit my job (voluntarily) to pursue a “bigger dream” (dream is not exactly the word I would describe it today, but I digress). I left the comfort of my parents’ house, the company of my great friends and the lovely weather of my country (again, lovely is not the best word to describe it currently) to move to the US and get my MBA at Georgetown. Yeah, that happened and it’s been 6 months already. That’s just crazy.

It’s been, let’s say, complicated. I’ve never studied that much in my life. I’ve never slept so little and, I think I can say that for sure, I’ve never been so stressed. But also, I’ve never learned so much, I’ve never partied so hard (BSchool students will understand the euphemism here) and I’ve found so many great new friends I can’t even describe properly. Yeah, the “dream” is totally worth it.

The “dream” made me officially a citizen of the world. I’ve met people that came from or visited every single continent (well, I’m still looking for someone that spent some time in sunny and warm Antarctica). Right now, I’m wishing Merry Christmas to people currently in more than 5 different time zones.

The “dream” is forcing me to learn how to handle Fahrenheit and “Feet” and “inches” as measurements. It is also making me learn A LOT about different countries and cultures (especially while we are in bars). However, the “dream” also made me learn that some familiar words have new meanings.

  • Friends: the “gringos” will correct your prepositions and laugh when you forget those simple English words. They’re now rereading this post to find every single error and will post a comment about them later. They will judge you when you choose the same restaurant to have dinner more than once (ok, maybe more than twice). But they will also listen to the (many) mini-meltdowns you will have, and they’ll be the only ones that will fully understand them. They will also make sure you are having THE MOST FUN in class, EVER. They will even make you do “the wave” multiple times during class.
  • Friends: the “originals” will scream at you because you’re not answering their whatsapp messages. They will even get very angry after reading this and realizing the “partying” part of the “dream”. They’ll complain about your Facebook posts in English and, therefore, make you write two versions of this very long post. But they will also come visit, call or skype you, sometimes to have breakfast together (Sunday morning – not a great time of day, but I digress again) and sometimes to actually talk for 1h30 about problems that only them can understand. They will judge the “gringos”, but you’re sure that when they actually meet, you will have a blast together. Oh yeah, you’ll miss them A LOT.
  • Family: your family in the “dream” is composed of the Chinese owner of the supermarket close to home, Google (that’ll help you with very complex things, such as cooking and laundry), the restaurant owners that feed you (when google fails) and, of course, part of the Gringos.
  • Family: your family will always be part of the “dream”. And that’s because you know that without them (and the “originals”), you would NEVER have chased and reached the “dream”. You’ll learn that you HAVE to be grateful every day because they understand that sometimes you just won’t have time to talk, and that’s ok. And you’ll learn that wherever you end up after the dream, home is always home and it will never be replaced. And yes, you’ll miss them a lot.

2014 made me a new person, for sure. But I’m still the same sarcastic, sometimes lazy but always AWESOME (also very modest) friend, son and brother I was before. One thing that changed and I thought it wouldn’t: I love my family and my friends a lot more than before. Both meanings of them, of course. Thank you 2014. Thank you, “dream”. Sometimes you suck, but you also rock.

Next Stop: Washington, D.C.

White HouseTem momentos que a gente simplesmente não consegue acreditar que aconteceram, que só vão ser realmente processados dias, semanas e até meses depois. Um desses momentos aconteceu comigo. Escrever uma coisa dessas ainda não parece real, mas é: eu sou, oficialmente, um futuro aluno de MBA da Georgetown University, em Washington, DC.

Pois é. A partir de agosto desse ano, meu endereço muda por pelo menos 2 anos e Obama vai ser meu vizinho. Muito louco, isso. Vou pensar se chamo Mr President e a família para um jantar no meu futuro apê em DC.

Talvez seja mais difícil de acreditar pq foram meses (muitos) longos e exaustivos, de muita matemática, interpretação de texto e gráficos que levariam a essa noticia. Foram meses de ansiedade, nervosismo, insegurança e algumas decepções antes da curta ligação de uma terça-feira qualquer que mudaria completamente a minha vida.

Nesses meses, os planos mudaram de cidade e até mesmo de continente. Vieram uns pesadelos aqui e acolá, mas pra minha sorte, eu tenho uma família incrível e um grupo de amigos inigualável, que torceram DEMAIS por mim e me ajudaram a manter a peteca no alto.

Agora, peço permissão para ter um momento de discurso brega, pois infelizmente, dessa vez, não posso evitá-lo. Eu tenho consciência de que é, com o perdão do meu francês, uma conquista do caralho. É uma conquista minha, com muito orgulho. Mas eu devo boa parte dela a pessoas que estarão um pouco longe na maior parte desses 2 anos. A todos vocês, minha família (mais uma vez, em perfeito francês) FODA e meus amigos bacaninhas, um obrigado do tamanho do mundo, pois sem vocês eu não estaria planejando meu futuro como chief of staff do presidente dos EUA. Amo muito todos vocês e não vou deixar ngm me esquecer, então desistam dessa ideia.  Até mesmo porque se vc chegou ao final desse texto, sabe que eu sou inesquecível mesmo (e humilde). Aos interessados(eiros), podemos sempre negociar um espaço no tapete do meu studio em D.C. – contatos em breve, preço negociável.

See ya.

Ela.

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Ouvi uma coisa engraçada na colação da minha irmã que me fez pensar e voltar aqui pra tirar a teia desse pobre blog. Uma das outras mães veio cumprimentar a gente e disse pra mim algo do tipo: que irmão exemplar, o meu outro filho não veio ver a irmã, está em outra festa. Sem desrespeito ao outro irmão – tenho certeza que era uma festa que não podia mesmo faltar –, mas ir a colação da irmã mais nova representa ser um bom irmão?! Na minha cabeça, era o mínimo que eu poderia fazer – eu jamais deixaria de participar de um momento como esse. Só fico em dúvida pois não sei se todos os irmãos no mundo são como a minha, que torna esse momento mais que uma obrigação: estar ali era um prazer enorme.

Já ouvi milhares de vezes que minha irmã é uma cópia minha, mas não é verdade. O cara lá de cima olhou meu molde enquanto planejava o dela e disse pra si: dá pra fazer muito melhor – e fez. Fez uma versão trinta vezes melhor, mas manteve a nossa essência igual. Provavelmente, pra ter certeza que eu me visse dentro dela e a gente tivesse uma conexão como nenhuma outra. Pra ter certeza que, quando eu olhasse no fundo dos olhos dela, tivesse a certeza que minha vida jamais seria a mesma sem ela. Talvez fosse pra ter certeza que uma das maiores metas da minha vida fosse fazer que ela sempre soltasse uma gargalhada sonora de vez em quando. Ou talvez pra que eu me preparasse psicologicamente e guardasse conselhos suficientes dentro de mim para que ela pudesse vir se confortar, sempre que fosse preciso – mesmo que essas conversas hoje, não sejam tão frequentes quanto poderiam ser. Não sei se a intenção foi essa, mas o resultado desse molde parecido foi que eu tive a certeza que minha metade será, independente do que o futuro nos espera, sempre ela. Amor de irmão não tem igual, mas como o nosso, aparentemente, está quase em extinção.

Desde pequena insuportável, desde pequena brilhante. Todas as aprovações em faculdades que vem aparecendo não me surpreendem em nada. Irmã, você é, sempre foi e sempre será meu maior orgulho. Minha companhia favorita, minha babaquinha predileta. Aquela que me atura desde sempre, sempre com um sorriso no rosto (ou uma resposta malcriada que eu sempre penso como não pensei antes). Me conhece como poucos, me inspira como quase ninguém. Parabéns, criança, você merece todo o sucesso e muito mais, por ser a melhor irmã que alguém pode ter, sem nem tentar. Essa etapa é apenas o começo de uma vida maravilhosa. Te amo muito, minha eterna criança, minha cópia melhorada, minha vida. Sei que você mira a presidência, mas let’s take over the whole fucking world, shall we?

A opinião de um cético

candelaria     yuri_doiemtodosnos

 

Muito prazer, eu sou uma das pessoas mais céticas que você vai conhecer, principalmente quando o assunto é política. Eu sou um daqueles amigos que fica quieto na mesa de bar quando o debate fica acalorado entre os amigos de ideais explícitos. Aquele que os mais engajados reclamam que nunca sai da frente do computador pra “fazer a mudança acontecer”. Sou daqueles que não tem paciência pra essas coisas. Não tenho conhecimento politico profundo e atualizado e, admito, nunca achei que fosse necessário.

Tudo começou a mudar com protestos contra o aumento das passagens em algumas capitais há alguns dias . A policia se manifestou, a imprensa se meteu e, de repente, a coisa começou a ficar feia e uma frase levou o rebuliço a decima quinta potência – seria tudo isso apenas por uma mudança de R$0,20 nas passagens de ônibus?

E aí, a internet transformou o que era um protesto por uma causa especifica em um movimento gigantesco. A história começou a ser retratada na linguagem das redes sociais – hashtags-resumo como #ogiganteacordou, #mudabrasil e #vemprarua não paravam de nascer. No meio disso tudo, nossa digníssima presidente foi vaiada (com força) na abertura da Copa das Confederações. E, então, o país resolveu mostrar que definitivamente não era mesmo só por conta dos benditos R$0,20.

Sempre achei muito bacana aquelas casas americanas com bandeiras do país na porta. O patriotismo norte americano chega ao ponto de ser exagerado as vezes, é claro, mas é realmente admirável. A eleição americana não é obrigatória e, mesmo assim, muitas pessoas vão as urnas, por exemplo.

Por outro lado, a maioria de nós brasileiros com certeza não votaria se tivesse a chance. Muitos de nós (eu tb) sempre tivemos a mania feia de justificar que nada no Brasil funciona ou jamais mudaria porque, afinal, aqui é Brasil, o país do jeitinho, dos políticos corruptos, dos estádios gigantescos, do imagina na copa”, dos mensalões e que as CPIs sempre acabam em pizza. O nosso patriotismo sempre foi resumido como um patriotismo de eventos esportivos: somos brasileiros, com muito orgulho e muito amor apenas nos cantos de estádios em jogos de copa. E, sinceramente, a meu ver, isso não mudaria tão cedo. Ontem, uma luz no fim do túnel, apesar de ainda fraca, se acendeu.

No final do dia de ontem, 17 de Junho de 2013, centenas de milhares de pessoas se organizaram e foram as ruas protestar, em várias capitais do país. Dá pra dizer muita coisa sobre esse evento – sim, muita gente nesse grupo enorme não usa e não pretende usar ônibus tão cedo. Muita gente nesse movimento enorme não necessariamente entendia muito bem o porque está ali. Algumas pessoas (bem, bem poucas) estava ali pela baderna. Mas, mesmo assim, muita gente estava ali pra se fazer ouvir. E é tudo bastante impressionante.

A capacidade de união que o povo mostrou impressiona todos os céticos não-politizados como eu. Apesar de alguns poucos babacas tentarem estragar o momento apedrejando prédios históricos, a enorme maioria lotando as ruas com chuva de papel picado, cantando o hino nacional e até mesmo ocupando o congresso nacional, tudo em sua maioria de forma pacífica, enche o peito de todos nós de orgulho. Finalmente somos brasileiros pelo nosso país e não apenas pelo nosso futebol.

Talvez isso tudo impressione e surpreenda tanto porque há muito muito tempo todos nós viramos céticos até demais. Dentro de uma geração inteira, poucos ligam pra politica porque no meio do caminho a corrupção virou default e a esperança de que algo mudasse virou quase uma arara-azul. Ser político virou profissão de ex-bbb, jogador de futebol e cantor de musica brega em busca de estabilidade financeira. E aí a coisa desandou.

Por isso mesmo, se a ideia é tirar o povo td de casa e ressuscitar a fé na política, é extremamente importante que esse movimento não morra em uma semana, que não seja apenas mais uma “modinha”, mas sim uma mudança de pensamento. Ainda não me iludo de que tudo vai mudar de uma hora pra outra ou que vá mudar at all – não é assim que a banda toca. Mas agora alguma coisa pelo menos PODE acontecer. De qualquer forma, os ideais pelos quais se lutam ainda precisam ser definidos de maneira mais clara.

Sim, é contra a corrupção. É contra os gastos absurdos pela Copa no país. É a favor da educação e da saúde pra todos. É, principalmente, a favor de um país que consiga fazer os não-politizados como eu se converterem e terem vontade de se sentirem representados novamente. É uma tentativa de construir um país que todos coloquem as bandeiras nas suas portas e votem por vontade própria e não por obrigação. E, sim, também é por causa dos R$0,20. No final das contas, entretanto, a revolução tem que impactar nas urnas – mesmo que as opções atuais sejam bem complexas e a missão de mudar, quase impossível. Mas não custa tentar fazer história, né?

Vai ser bom pra cacete ver esse dia nos livros de história daqui a alguns anos como o dia que #ogiganteacordou. Vamos ver se ele levantou e voltou logo depois pra hibernação dele, mas por enquanto, tá bem legal de se ver. Vamos ver também, se o titulo do capítulo deste livro vai ser “O Movimento dos R$0,20”, o que seria uma pena. Por uma falta de nome melhor, poderia até ser “O Movimento pelo Movimento”: o dia em que todos saíram a rua, acima de tudo, para protestar pelo direito de protestar. Como diz mais um dos bordões que circula por aí, tomara mesmo que esteja acabando a inércia. Se tudo der certo, estamos realmente, em progresso. #mudabrasil #doiemtodosnos #vemprarua #ogiganteacordou

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Things I Will Do.

Johhny. Or Shelly. Or Chan.

Johhny. Or Shelly. Or Chan.

Sabe aqueles livros 1000 paises pra se conhecer, 1000 vinhos para se tomar, 1000 filmes para assistir, 1000 livros para ler………….. antes de morrer? Pois é, antes de morrer eu vou ler pelo menos metade de um deles. Além disso, pretendo:

– Clichê-mor: escrever um livro. Publicar são outros quinhentos, mas escrever pelo menos já seria uma vitória, mesmo que seja só pra mim. Nome: “Não compre este livro”, só pra contrariar qualquer regra de marketing.

– Pular de asa-delta. Na Nova Zelândia. No mesmo dia que eu fizer bungee jumping (senão eu desisto).

– Ganhar 50 milhões na loteria e comprar um helicóptero só pra dizer que posso. E batizá-lo de “Bicicleta”. Pra poder ser muito humilde e ir trabalhar de bicicleta.

– Multiplicar os 50 milhões até 50 bilhões e mudar a rota de trabalho no radar do Bicicleta: From My House @ Hamptons to My Office @ Manhattan.

– Ter, no meu escritório em Manhattan, um simulador de mini-golfe pra poder ocupar os meus dias enquanto Donald Trump me serve café e Eike Batista atende meus telefonemas na recepção. Thor vai ser meu motorista. Se bem que… melhor não.

– Ter um furão pra chamar de João Carlos. Ou Sheldon Cooper. Ou Chandler Bing. Ou uma coleção de furões? Hm.

– Ir a Vegas. E voltar com o fígado inteiro, a roupa do corpo e dinheiro pro taxi do aeroporto pra casa. E já tá bom, né? Se bem que quando eu ganhar os 50 bilhões eu construo minha própria filial de Vegas. Em uma das minhas ilhas no Caribe.

– Ver Psicose, de Hitchcock. Tentar tomar banho em um chuveiro de cortina depois.

– Ir um mês inteiro, todos os dias, na academia (acho que chego nos 50 bilhões antes).

– Saber falar 6 linguas. 3 completas, 1 em andamento, faltam 2. Chinês? Nah, não sei desenhar. Alemão? Nah, uso minha tradutora pra isso (Oi, Sabrina!). Italiano? Hm, acho que paro na quarta mesmo.

– Terminar de ler O Senhor dos Anéis. Ou pelo menos passar do prólogo. Toda vez que me lembro das descrições sobre os pelos dos pés dos Hobbits no primeiro capítulo eu desisto. Ora veja, desisti de novo.

Things I Miss.

Enquanto sentia falta de escrever aqui, a unica coisa que me vinha a mente era fazer uma lista de coisas que sinto falta.

– Sinto falta de uma conversa de bar inflamada sobre um assunto extremamente aleatório, como “como gastar o dinheiro que eu ganharia na mega sena”.

– Sinto falta de brincar de mimica. Nunca entendi como as pessoas conseguem ver uma mimica de moto e chutar poluição, mas é sempre divertido DEMAIS.

– Sinto falta de chorar de rir. Já faz tempo até demais.

– Sinto falta de alguns amigos. Até mesmo porque, amigos, são só alguns mesmo – já dizia minha mãe. Mas esses, mesmo vendo mais de uma vez por semana a gente ainda assim sente falta.

– Sinto falta da escola. Até mesmo da física e seu vácuo que eu sempre suspeitei não existir (mais um assunto de conversas inflamadas de bar).

– Sinto falta da faculdade. Dos intervalos, das aulas sobre o “nada” e de interpretações de quadros que nunca fizeram e nunca farão sentido.

– Sinto falta de férias 3 meses ao ano. Disso eu sinto falta a beça.

– Sinto falta de ir ao teatro, alguém me leva?

– Sinto falta de viajar sem planejar. Ligar pra alguns amigos, falar “Vamos?” e simplesmente ir. Essas são sempre as melhores.

– Sinto falta de uma boa festa. Daquelas que a gente precisa repassar em grupo passo a passo no dia seguinte. Essas são as que a gente lembra nas conversas inflamadas de bar, todas as vezes.

– Sinto falta de quando os problemas do dia-a-dia eram “putz, tem aula de fisica agora depois do recreio” ou “putz essa semana tem prova e eu não estudei nada”.

– Sinto falta de jogar vôlei na rua, na casa dos meus avós, com todos os 30 amigos que viajavam comigo sempre. De ter que levantar a rede (e reclamar) toda vez que passava um maldito carro, na rua feita pra ele e não pra se jogar vôlei.

– Sinto falta de ver um bom filme de terror trash. Daqueles que você vê o boneco perdendo a cabeça ou um duende de fantoche coloca fogo numa casa.

Sinto falta de coisa a beça e me incomodo com coisa a beça que o hoje me traz. Mas tenho certeza que em 10 anos vou sentir falta de todas elas.